7 da tarde e ainda não lavei os dentes

Ahhh, jantar em família é tão bom… [só que às vezes não!]

Uma pessoa faz de tudo – porque faz! – para agradar às filhas.

A Maria Inês fez 5 anos esta segunda-feira e eu fui acordá-la com beijos – mais do que os que costumo dar nos outros dias – dei-lhe um presente (a roupa que tínhamos comprado para ela estrear) e fiz um bolo maravilhoso – que estava! – sem açúcar e só com coisas boas. À tarde, lá fui com o pai buscar a Maria Rita para irmos os três cantar-lhe os parabéns à escolinha.

Ao jantar, decidimos ir a um dos restaurantes preferidos delas, já que a festinha será só no próximo domingo. Chegámos, sentámo-nos, começámos a comer e comentámos que já há algum tempo que não jantávamos os 5 fora de casa. E, no minuto seguinte, lembrámo-nos da razão pela qual já há muito tempo que não jantávamos os 5 fora de casa…

Resumidamente – porque terão com certeza coisas mais interessantes para fazer do que aturar os meus desabafos – aconteceu o seguinte: a Maria Leonor embirrou com a cadeirinha e tentou, a cada dois minutos, trepar para cima dela com a ideia de se atirar para o chão. A Maria Rita, que se porta sempre tão bem e é tão crescida, decidiu picar a Maria Inês, chamando-lhe bebé (entre outras coisas). A Maria Inês, que normalmente está a borrifar-se para o que a irmã diz, decidiu amuar e dizer coisas imperceptíveis num dialecto muito próprio que ninguém percebe e que, no fundo, é um misto de fala de bebé com choro miudinho. Nisto, a Maria Leonor tenta pela 500ª vez sair da cadeira e o pai decide dar um “passeio” com ela pelo restaurante. Ela fica mais tranquila e deixamo-la brincar no chão, junto à nossa mesa. Mas a nossa mesa é demasiado perto da porta e há alguém que vai a sair e – não sei bem como – quando me viro já ela está com a testa na esquina na porta. Vai de pôr gelo no meio de uma gritaria desenfreada. Toda a gente a olhar para nós.

Decidimos que já chegava de tortura. Pedimos a conta – e muitas desculpas aos donos – e saímos. Andámos dois minutos de carro e estavam as três a dormir – errámos, portanto, na altura de jantar. Era agora…

8 comentários em “Ahhh, jantar em família é tão bom… [só que às vezes não!]

  1. Joana Flores

    Ai Catarina… Partilho da tua dor… Os meus são só dois… com um e quatro anos… Quando casais amigos sem filhos me convidarem para jantar fora, envio-lhe o teu post em forma de cartão de boas festas. Talvez assim compreendam! És a maior!

  2. Etiene Noronha

    Realmente sair com crianças é sempre um desafio! A minha agora ainda tem 21 meses e já não está fácil ir comer fora com ela… imagina três!

    Talvez se fosse almoço era mais tranquilo, ou não! Ao jantar sempre já o sono em que muitas vezes ao invés delas acalmarem ficam ainda mais elétricas que é para não se deixarem dormir…

    Mas é uma experiência, uma história da qual mais tarde irão se rir!

    Já agora, parabéns à Maria Inês! 🙂

  3. Ana Mingote

    Tal e qual!! Também tentámos um jantar romântico a 4, para comemorar mais um ano juntos e foi… IGUAL!!!!!!!!!! MESMO!!! Tive um dejà vu!! 😂😂😂

  4. Sandra Martins

    Eu só com uma já me vejo aflita se for jantar a qualquer lado (tb raramente vamos), imagino com 3!! Mas lá está, de vez em quando, lá vem um lapso de memoria, juntando ao facto de que achamos que já está mais crescida e a coisa até pode correr melhor…só que não!!

    Já agora, esse bolo tem um aspeto divinal! A Catarina não quer partilhar a receita com esta leitora que anda a precisar de ideias deste género: bolos saudáveis!! 

    Bjs

  5. Catarina Lourenço

    Catarina adoro tudo o que escrevesse mas tive que me rir à gargalhada com este texto. Eu passo a explicar: tenho 28 anos ainda não sou mãe mas…eu e o meu amor já pensamos constituir família…ainda hoje ao jantar falamos disso! E dei por mim a imaginar esse cenário!
    Eu acho que fugia e deixava o marido com os putos! Hi hi hi!
    Beijinhos. Gosto muito de ti e claro do Raminhos!

  6. Susana

    Sou mãe de 3 filhos (gémeos) que – Graças a Deus – já têm 18 anos…
    Rio-me dos seus desabafos porque os revejo a quase todos!
    Respire…
    Como me disse um dia alguem:”Só custam os 30 primeiros anos!”
    Por aqui… estamos a pouco mais de meio da tabela e… não tem melhorado! 🙂

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