7 da tarde e ainda não lavei os dentes

Memórias de infância ou o sabor da liberdade

À medida que o tempo passa, as memórias de infância vão ganhando um tom sépia, como se usássemos um filtro do Instagram.

Mas por muito que elas se tornem longínquas, no tempo, há umas que permanecem intactas, como se as tivéssemos vivido ontem.

Como os passeios que fazia com a minha irmã, de bicicleta, até ao apeadeiro na terra dos meus avós. Tudo se passava nas férias grandes, com dias grandes onde cabia tudo o que quiséssemos.

Lembro-me dos cheiros: a eucalipto, no caminho, e a óleo quente sobre as pedras da linha de comboio, na chegada.

Daquele som muito lá ao fundo da automotora que já lá vem e de sentir o aço da linha a vibrar, muito antes de se ouvir o apito.
De sentir o vento quente no cabelo, de não saber o que ia fazer a seguir e de isso me saber a liberdade.

2 comentários em “Memórias de infância ou o sabor da liberdade

  1. Ana Mingote

    É mesmo bom manter essas memórias de infância e tentar passar um pouquinho para as nossas filhas!! E que elas ainda possam oassar ferias na aldeia e subir às árvores e andar de bicicleta e apanhar fruta das árvores!! Um beijinho!

  2. Elisabete Barão

    As Memórias da nossa infância, são bocados de nós, são a nossa identidade.
    Contar aos nossos filhos, é reviver muita coisa.
    As férias grandes de quando somos crianças, nunca esquecem.
    Um beijinho para si Catarina.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *