7 da tarde e ainda não lavei os dentes

Sobre aquelas coisas que parecem nada e são (quase) tudo

Há uma semana, adicionaram-me a um grupo de whatsapp chamado “corredoras em potência”. A ideia foi da Cátia e da Aldina, mães de colegas da Maria Rita com quem me identifico, sobretudo pela forma descontraída e divertida de estarem na vida.

Olhei para a mensagem, que falava numa corrida no sábado seguinte, com aquela indiferença de quem pensa: “sábado hei-de estar sozinha com as miúdas e vai ser mais uma coisa à qual não posso ir”.

E assim a minha cabeça tinha dado uma resposta automática a um desafio que não tinha nada a ver comigo: correr. Eu nunca corri na vida – excepto quando era mais nova e corria para apanhar o autocarro!

Mas o Raminhos disse que só tinha de sair de casa depois das 14h e de repente até dava para eu ir.

Confesso que nessa manhã quando olhei pela janela e vi que estava a chover a potes, pensei: “olha que se lixe! vou, nem que seja para desanuviar a cabeça das miúdas e sair um bocado de casa”. Estão a ver o nível de desespero, certo? Antes morrer a correr do que estar “refém” das três…

Lá fui ter com elas. Aquecimento. Caminhada a bom ritmo. Correr. Dei a mim mesma 2 minutos de corrida para ficar KO e lá aguentei mais um… “só até aquele poste ali à frente!”, dizia a Cátia na dianteira. “Estás bem?”, ia perguntando a Aldina, que é enfermeira, facto que me descansou bastante!

A Vera e a Marta iam dando sugestões de exercícios. “Agora corremos por entre os pinos”. E ao ritmo de uma conversa bem animada e muita risota lá fomos avançando sempre junto ao mar – que vista privilegiada! – por caminhos que já fiz ou de carro ou a passear com a família – nunca a correr (ou a andar rápido).

Quando começámos a fazer o percurso inverso percebi que já não conseguia correr e acompanhá-las e optei por caminhar apenas. Tive direito a uma cãibra no pé e a uma massagem da Aldina – eu bem sabia que ia dar jeito ter uma enfermeira por perto!

Não faço ideia das calorias que queimei – nem me interessa minimamente. Quero é voltar a ir. E logo que possível. Porque pode ter sido “apenas” uma caminhada (para mim; corrida para elas) mas deu-me uma energia incrível para todo o fim-de-semana, mais disponibilidade para as miúdas e uma sensação de bem-estar que não tem descrição.

Obrigada, miúdas, pelo desafio! Venham mais 😉

E a cor deste mar?! Foi uma espécie de prémio no final da caminhada 🙂

4 comentários em “Sobre aquelas coisas que parecem nada e são (quase) tudo

  1. Raquel Santos

    O exercício físico para além do bem que faz ao corpo faz um bem gigante à mente pois ao exercitarmos estamos a libertar endorfina que ajuda a reduzir o stresse, é bom para as depressões, alivia a ansiedade etc etc. 😊

  2. María

    Tão só caminhando, faz-se muito, Catarina. Eu também estava gordinha e fazendo dieta e exercício físico moderado (andava pela minha cidade uma hora quatro veces por semana), perdí quase dez quilos num verão. Vale a pena!

    Ps.: Adoro o teu blog! Sou espanhola e indiretamente ajudas-me muito com o meu português 🙂

    1. Catarina Fernandes Raminhos Autor

      Olá María!
      Antes de mais, gostei tanto de saber que me lê e que isso a ajuda com o seu português – que, já agora, é quase perfeito! Obrigada por isso!
      É verdade que caminhar ajuda, também porque liberta a cabeça.
      Um beijinho grande

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