Por estes dias, estava a receber o meu postal de natal – o mais bonito de todos era sempre o dela. Comprava um selo a sério na papelaria, porque os da máquina dos correios eram fotocópias a cores mal-amanhadas e não estavam à altura da ocasião. Escrevia o seu nome…
Ler mais
Memórias de infância ou o sabor da liberdade
À medida que o tempo passa, as memórias de infância vão ganhando um tom sépia, como se usássemos um filtro do Instagram. Mas por muito que elas se tornem longínquas, no tempo, há umas que permanecem intactas, como se as tivéssemos vivido ontem. Como os passeios que fazia com a…
Ler mais
A cábula das coisas proibidas
Era uma vez uma miúda, nem gorda nem magra, nem alta nem baixa, que fazia ginástica. Essa miúda adorava fazer a roda à beira-mar e o pino na parede – e ficar com as pontas do cabelo a varrer o chão. Essa miúda tinha asma e houve um período largo…
Ler mais
Tobias, o meu tio super-homem
Quando eu era pequenina, achava-o muito alto. E, mesmo quando ficava muitos meses sem o ver, recordava-o sempre com um sorriso nos lábios e um botão quase a saltar da camisa – as camisas do meu tio deixavam sempre muito pouco espaço para a barriga respirar… Tobias, o meu tio…
Ler mais
